Experiência do funcionário – conheça esta nova tendência que revoluciona a gestão de pessoas tradicional

Do ponto de vista tradicional é comum que se adote a ideia de que os empregadores são o combustível do trabalho, do sucesso e da produtividade de uma empresa. Como parte considerada “mais importante”, supõe-se que a única obrigação do chefe com relação à equipe é contratar, fazer o pagamento em dia e dar as ordens necessárias para que o trabalho seja feito de acordo com a demanda. O resultado disso? Pessoas nascidas no período entre 1957 e 1964 chegaram a ocupar 11,5 cargos em empresas diferentes, de acordo com uma pesquisa do Bureau of Labor Statistics. Para os mais jovens, a expectativa é ainda mais preocupante. Para mais de 90% das pessoas nascidas em 1977 e 1997 o esperado é que ocupem de 15 a 20 cargos em diferentes empresas, considerando todos os seus anos de trabalho.

Diante de panoramas como este, desde 2015 podemos apontar uma mudança real quando falamos de quem realmente impulsiona o mercado. Os recrutadores e especialistas em RH e gestão de pessoas passaram a apresentar um novo pensamento no qual o funcionário passa a ser maior impulsionador do mercado. Por essa razão, estudos têm sido feitos no sentido de garantir que empresas apliquem um esforço maior para que ocorram melhorias na experiência do funcionário no ambiente de trabalho. A relevância disso é que um tópico considerado problemático até mesmo do ponto de vista cultural como: “trabalhar é ruim, meu chefe é uma péssima pessoa e odeio meus colegas de trabalho”, encontra um novo viés e o resultado é surpreendente.

Reter é importante – saiba como melhorar a experiência do funcionário

O investimento da experiência do funcionário começa já na contratação – recrutadores devem valorizá-lo como indivíduo e cuidar para que alguém mostre a ele o caminho dentro da empresa. Encarregar outro funcionário para apresentar as suas funções e dizer como tudo funciona é uma das alternativas, justamente para incentivar um relacionamento. Seguindo essa linha, investir na experiência do funcionário também inclui fomentar a boa convivência dentro da empresa que não deve ser encarada como um processo “natural” e de responsabilidade dos próprios colaboradores. Os gestores precisam tornar isso possível.

A respeito da saída do funcionário da empresa, é possível  inferir que aquelas que investem em adequar o encerramento do contrato às devidas normas, garantindo todos os direitos do funcionário, tendem a apresentar um índice de retenção maior do que aquelas que não o fazem. Isso pode ser explicado através da visão negativa que uma empresa que não demonstra a observância dos direitos do trabalhador pode passar à sua equipe.

A retenção dos funcionários é extremamente importante para a empresa, pois permite que um time seja desenvolvido e moldado de acordo com as necessidades da mesma. O investimento em treinamentos, desenvolvimento e aprimoramento da equipe só é válido para o funcionário que, muito além de ser produtivo, sente-se à vontade com o seu trabalho. “Experiência do funcionário” está muito longe de ser apenas um termo de impacto: marca uma revolução que a gestão de pessoas vem sofrendo.

A importância disso se mostra quando pessoas valiosas abandonam os seus cargos e não têm o menor interesse em retornar, procurando empresas que oferecem uma experiência melhor ou trabalhando de forma autônoma. A realidade de recrutadores batendo na porta dessas pessoas para lhes oferecer um cargo tem se tornado cada vez mais frequente. Aliado a isso, empresas encontram grandes dificuldades para recrutar funcionários especializados para ocupar cargos que exigem alto nível de especialização. Funcionários que saem da empresa com uma péssima impressão podem arruinar um negócio, caso isso chegue ao conhecimento de muitos clientes – o que não é difícil nos dias atuais.

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